EM SUPOSTO CONFRONTO PECUARISTA E MORTO PELA POLÍCIA NA FRONTEIRA COM O MS

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Policiais paraguaios estão sendo acusados de mais uma trapalhada na fronteira com Mato Grosso do Sul. Dessa vez a operação fatal ocorreu na Estância Sereno, localizado a 50 kilometros da Linha Internacional, onde, na manhã de quinta feira (28), o pecuarista Patricio Santos Lugo González (80), e o suboficial da Polícia Nacional Basilio Brizuela morreram durante um suposto confronto.

A polícia paraguaia informou que o suposto confronto aconteceu quando agentes do grupo tático Halcón, de Concepción, cumpriam mandado de busca e apreensão contra um suposto sequestrador identificado como, Carlos Galeano Barrios, acusado de liderar a quadrilha que matou o fazendeiro brasileiro Dilson Bello dos Santos, em julho deste ano.

Entretanto, familiares de Patricio Santos Lugo afirmam que a operação foi mais um erro da polícia na fronteira. Em entrevista a rádios do Paraguai, o filho do pecuarista, Marcos Lugo, disse que o pai era cidadão de bem e atirou nos policiais pensando que se tratava de mais um assalto, os tiros acertaram o suboficial Basilio Brizuela, que morreu na hora. Os outros policiais revidaram aos disparos e mataram o pecuarista.

A propriedade rural onde Patricio e o policial morreram fica na Colônia Maria Auxiliadora, próximo a Ruta 5ª, rodovia que liga de Pedro Juan Caballero a Concepción na região da cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, capital do departamento de Amambay.

Marcos Lugo disse que ao chegar à propriedade encontrou o pai morto e as paredes da casa crivadas de bala. Segundo ele, o pai já tinha sido assaltado várias vezes e quase sempre os bandidos usavam roupas camufladas, como os policiais usavam na operação de hoje. A mulher de Patricio e mãe de Marcos teria sido morta por assaltantes, tempos atrás.

O filho do pecuarista disse que policiais cumpriam mandado de busca atrás do suspeito de assalto. “Evidentemente que não estava aqui”, afirmou Marcos. Um funcionário da propriedade, Daniel Valiente, 23, foi preso. A Polícia Nacional ainda não se manifestou oficialmente sobre a ação