UN NUEVO CASO DE FALTA DE ÉTICA EN LA PRENSA BRASILEÑA PARA CON EL PARAGUAY:

Un seguidor de nuestro trabajo nos escribió lo siguiente con relación al titular y al contenido de una noticia publicada por el diario Folha de Sao Paulo: Soy brasileño residente en Taboão da Serra, Grande São Paulo. Ontem ao ler o jornal Folha de S.Paulo me deparei com essa manchete » Paraguaia, maconha vendida em SP vem com fungos e formigas, não tenho dúvidas de que mais uma vez o estereótipo preconceituoso em relação aos paraguaios e infelizmente presente no imaginário brasileiro ecoou na notícia em questão, embora na primeira frase o jornalista escreve «A maconha vendida em São Paulo é quase toda produzida no Paraguai.» é notório que a intenção subjacente no texto é a ideia deque a maconha oriunda do Paraguai é de pouca qualidade tal qual produtos chineses comercializados em ambos os lados da Ponte da Amizade. Sou brasileiro, filho e neto de brasileiros e penso ser inconcebível perpetuarmos tais estereótipos racistas por qualquer meio, lembrei-me que em algum momento havia lido sobre o Núcleo então decide comunicá-los a fim de colaborar com a veiculação de uma imagem digna de nossos irmãos paraguaios».

Paraguaia, maconha vendida em SP vem com fungos e formigas
A maconha vendida em São Paulo é quase toda produzida no Paraguai. A droga aparece misturada a folhas, caules e outras plantas. «E também restos de insetos ou formigas, como em qualquer colheita rudimentar feita de forma clandestina», explica o perito José Luiz da Costa, do Instituto de Criminalística.

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Em geral, a maconha paraguaia chega a São Paulo prensada e embalada em filme plástico ou alumínio, e adesivada. As condições de transporte são precárias -normalmente em caminhões, escondida entre outros produtos.

Por uma questão econômica, ela não chega ao mercado totalmente seca. É que o tempo de secagem da colheita é relativamente longo (cerca de uma a duas semanas) e as folhas úmidas pesam mais, o que significa um ganho extra para o produtor.

Uma monografia coordenada por Costa em 2011 apontou a presença de três tipos de fungos em maconha apreendida, alguns deles comumente encontrados em alimentos em estado de deterioração. Para Dartiu Xavier, da Unifesp, de forma geral, não há nada objetivo quanto ao risco para seres humanos. Os fungos podem causar alergia e intoxicação para pessoas hipersensíveis, como também doenças em indivíduos imunodeprimidos.

As condições de embalagem e transporte da maconha prensada também podem favorecer a liberação de amônia, de acordo com Elisaldo Carlini, também da Unifesp.
«Com o tempo, a maconha envelhece e se degrada. Pior ainda se estiver umedecida. Amônia na maconha é sinal de má conservação», diz.